Harry Potter e a Pedra Filosofal
Posted at 14:22 | Filed Under Infanto-Juvenil, Fantasia, Drama, Livros

Olá a todos!
Desculpem-me o atraso óbvio de quase um ano. Não prometo que não vai acontecer de novo!
OK! Vamos do começo, então. A autora do livro
J. K. Rowling (Joanne ‘Kathleen’ Rowling), nasceu em 1965 na cidade Chipping Sodbury, perto de Bristol, na Inglaterra. Kathleen não é realmente seu nome, ela o adotou para a publicação dos livros. E o fato de serem utilizadas apenas suas iniciais era pelo preconceito conhecido de meninos com livros escritos por “meninas”. Hoje ela é casada com um anestesista (sei lá se é assim que fala) chamado Neil Michael Murray (parece nome de ator fajuto) e mora em Endiburgo com seu marido, sua filha (que é de um primeiro casamento) e seus outros dois filhos (um casal do segundo casamento).
Agora vamos para o livro!
O livro foi lançado em 1997 no Reino Unido e nos Estados Unidos e chegou ao Brasil em 1998 (rapidinho, né?), traduzido por Lia Wyler.
Ele conta a história de Harry Potter, o menino que sobreviveu, que todo mundo conhece (se não conhece, em que planeta você estava vivendo?!)
E Harry tem amigos! Bom, pelo menos depois que ele entra em Hogwarts… Primeiro temos Ronald “Ronny” Weasley, com quem Harry se dá bem desde o começo, e depois Hermione “Mione” Granger, com quem os dois se dão bem depois de enfrentarem um Troll para salvar a pele dela.
Harry acha Ronny interessante por ele ser um filho de uma família grande e unida e por toda a sua família ser de bruxos, o que indica que Ronny sabe muito mais sobre a vida dos bruxos do que Harry poderia saber.
Para Ronny, Harry também era muito interessante, primeiro porque Harry era O Harry Potter, o menino que sobreviveu a maldição da morte, algo que supostamente ninguém poderia fazer; e segundo, porque Harry passou os últimos onze anos vivendo com trouxas (os que não têm magia), logo, ele sabia tudo sobre trouxas.
Já com Hermione a história é diferente. Harry não se incomodava com ela, apesar de achar ela mandona, mas por lealdade a Ronny, dava uns gelos na garota. Ronny se sente muito mais incomodado com o ar sabe-tudo de Hermione, já que ela era definitivamente superior a ele, tanto em magia quanto em conhecimentos, e ela, como Harry, só tinha aprendido que era bruxa há um mês.
Com o tempo eles aprendem a dar valor a Hermione (o que quer dizer: eles se meteram em encrenca e ela salvou eles, além do mais, alguém tinha que ser o crânio do grupo) e ela se junta aos dois na tentativa de entender o que estava acontecendo na escola.
Hermione, dá pra perceber, se sente muito sozinha no começo do ano em Hogwarts. A maioria dos seus colegas concordava com Ronny de que ela exagerava em seu ar sabe-tudo e mandão e por isso ela tinha poucos amigos.
Já Ronny quer superar os seus cinco irmãos mais velhos, mas como ele mesmo aponta para Harry, nada que ele possa fazer na escola seria novo para a família, já que todos os seus irmãos cobriram todos os campos possíveis. Ron se sente ainda pior pela atitude de Hermione.
Harry, por outro lado, adoraria sobreviver aos padrões que a comunidade bruxa tem dele, mas ele não sabe por onde começar. E durante todo o livro tenta entender aonde ele se encaixa na história toda, sabendo muito pouco sobre seus pais ou sobre Voldemort, ou o que atraiu esse último aos primeiros.
Os três fazem amizade com o zelador dos campos de Hogwarts, Rúbeo Hagrid, um homem gigante, barbudo, cabeludo e, para os desavisados, medonho. Mas na verdade, Hagrid é um coração de manteiga com um gosto para animais de estimação peculiar.
Eles também fazem uma “dês”-amizade com Draco Malfoy, um carinha chato e covarde que gosta de pegar no pé dos mais fracos e fingir que é gente.
Além de Hagrid, vale comentar sobre os professores McGonagall, Snape e Dumbledore. Snape odeia Harry, simplesmente por Harry ser filho de seu pai. McGonagall é uma professora séria, que leva seu trabalho a sério, a não ser quando o Quadribol está envolvido. Já Dumbledore é um mistério do começo ao fim. Aparentemente ele sabe de tudo, vê tudo e entende tudo, pelo menos tudo o que tem relação a Harry.
Ah, claro, e tem o Voldemort, um espírito maligno que, de repente, volta dos mortos só para tentar matar Harry de novo (isso se chama obsessão).
E aí, o que eu achei?
Só ouvi falar da série em 2001, quando o quarto livro estava sendo lançado aqui no Brasil, e o primeiro filme estava chegando aos cinemas. Quando comecei a entender do que Harry Potter se tratava, não achei lá grandes coisas. O que menos me agradou era que o livro era infanto-juvenil. Mas parei para prestar atenção: apesar de ser infanto-juvenil, tinham jovens adultos (e velhos adultos, se é que me permitem) tão loucos com a história quanto as crianças poderiam estar. Isso me fez decidir ler pelo menos o primeiro livro.
Li do primeiro ao quarto livro em poucos meses e, como não tinha mais para ler, re-li todos, dessa vez em inglês. E depois disso, re-li novamente tantas vezes que perdi a conta.
Eu não posso dizer o que pensei a primeira vez que li o livro, já re-li ele tantas vezes que os sentimentos iniciais foram perdidos. Ainda assim, o primeiro livro não demonstra o que a série veio para fazer, ele é bem mais superficial e infantil que os outros, talvez pela própria idade de Harry, ou pelo fato da autora estar ocupada nos mostrando o mundo novo (que sejamos justos, não é tão novo, mas não deixa de ser divertido) de magia.
Apesar disso, ele te atrai pela sua infantilidade. Todo mundo sente vontade de voltar a ser criança e Harry Potter e a Pedra Filosofal faz isso com você, te leva de carona no mundo de magia com bruxos de chapéus pontudos e coloridos e vassouras voadoras. E é aí que está toda a atração do livro. A história não é inovadora, o mundo não é inovador, mas a narração te prende, os segredos de Hogwarts te prendem, e Harry, Ronny e Hermione te prendem e você só larga do livro quando chega na página final.
Uma crítica existente desde o começo a Rowling é que sua história não é original. Eu digo que ela não é mesmo muito original, não espere ler os livros e encontrar surpresas, ou mistérios complicadíssimos, ainda mais depois que você se acostuma com a narração e o caminhar da história. Mas o fato é que os personagens são cativantes, eles te atraem, e o mundo também te atrai, mesmo que seja uma cópia de outras histórias que você ouvia quando era criança. A atração do livro, eu acho, está nesse mundo e nesses personagens novos, que desde o começo te cativam (especialmente Ron e Hermione, eu acho) e é isso também que te leva a ler o segundo.
A meu ver, Harry Potter e a Pedra Filosofal não é o melhor livro da série, poderia dizer ser um dos mais fracos, mas que é um bom começo para uma ótima história, isso ele é.
Mas eu quero comprar!
As versões brasileiras você acha em qualquer loja de qualquer esquina. Todo mundo vende. Tem os lugares mais baratos, mas isso depende de você achar eles.
Se quiser os livros em inglês (americanos ou britânicos), aí já fica um pouco mais difícil. Sei que algumas lojas físicas às vezes adicionam os livros aos seus estoques, mas normalmente o preço não é amigável. Você pode sempre procurar:
- Fnac: www.fnac.com.br
- Livraria Cultura: www.livrariacultura.com.br
- Livraria Saraiva: www.saraiva.com.br
Essas lojas também contém o livro em português, com preços mais amigáveis.
Ou as internacionais:
- Amazon Americana: www.amazon.com
- Amazon Britânica: www.amazon.co.uk
- Barnes & Noble: www.barnesandnoble.com
Preste bastante atenção também, porque as versões britânicas e americanas têm tanto a versão com capa dura quanto a versão com capa mole. Além disso, as versões britânicas têm capas infantis e adultas (muita opção!).
E de onde você tirou todas as informações relevantes?
Do próprio livro: Harry Potter e a Pedra Filosofal e a versão americana também.
E dos sites:
- Mugglenet: www.mugglenet.com
- Wikipédia: http://en.wikipedia.org/wiki/J_K_Rowling
Então tá bom, agora já vou indo porque, pra variar, falei demais!
Até!
Akiko
Orgulho e Preconceito
Posted at 22:18 | Filed Under Romance, Livros

Olá!
Primeiro, desculpem-me pelo atraso. Vamos ver se consigo diminuir a distância entre um artigo e outro!
Agora, ao que interessa. Estrearemos nosso blog com um dos mais aclamados romances (e por romance não quero apenas dizer livros com mais de 100 páginas ou algo do tipo) de toda a história!
Antes de mais nada, já vou explicando aqui e agora que, para mim, para que você entenda um livro, você precisa entender o autor. E, por isso, começarei falando um pouco sobre Jane Austen, a autora do livro.
Jane Austen nasceu em 16 de dezembro de 1775, em Steventon, Hampshire, Inglaterra. Seu pai era um pastor. Eles não eram exatamente pobres, mas como eles tiveram muitos filhos, não tinham dinheiro sobrando. Austen nunca se casou (apesar de ter recebido pelo menos uma oferta) e era muito amiga de sua irmã mais velha, Cassandra (elas eram as duas únicas filhas da família, inclusive).
É fato reconhecido que ela era uma mulher muito inteligente e carismática, ela lia muito (influência do pai e do irmão mais velho) e conhecia vários autores. Conhecia os assuntos da época e dizia suas opiniões. Independentemente, ela defendia cegamente os princípios e morais antigos, não gostava muito das mudanças mais radicais que estavam acontecendo na sua época.
Ela não via com bons olhos os casamentos “arranjados” (sabe, aqueles que todo mundo casava por dinheiro?) e não gostava da atitude mesquinha e egoísta das pessoas.
Ela tem seis livros completos publicados, três publicados em vida: “Pride and Prejudice” (a estrela da vez, “Orgulho e Preconceito”), “Sense and Sensibility” (”Razão e Sensibilidade” ou “Senso e Sensibilidade”, já vi as duas traduções aqui) e “Emma” (homônimo, esse foi dedicado ao príncipe regente da época a pedido dele!). Depois de sua morte publicaram “Mansfield Park” (”O Parque de Mansfield”, a edição dele em português aqui está esgotada, nunca vi em nenhuma livraria ou sebo, só biblioteca), “Northanger Abbey” (”A Abadia de Northanger”, o mesmo problema que “Mansfield Park”) e “Persuasion” (”Persuasão”, esse eu já vi por aí, poucos, mas já vi). Ela também escreveu várias pequenas histórias e peças para a diversão de sua família (quando ela era mais nova), acho que foram publicados há alguns anos atrás. Além disso tudo, ainda tem mais dois romances incompletos: “The Watsons” (”Os Watsons”, não tem publicação dele aqui) e “Sanditon” (É um nome fictício de uma cidade, não acho que tenha tradução possível. Também não tem publicação aqui). Ela tem também um livro em forma epistolária (escrito em cartas) que se chama “Lady Susan”, também sem publicação aqui.
Ela morreu aos 41 anos, em 18 de julho de 1817, em Winchester, Hampshire, Inglaterra. Ela morreu de uma doença que na época não tinha cura (nem nome). Acredita-se que ela morreu de uma doença no Sistema Nervoso Central.
Bem, pra falar a verdade, eu gostaria de falar mais sobre a vida dela, mas aí ficaria muito grande. Talvez nos próximos livros eu fale um pouco mais (é, eu sei, sou uma Jane Austen maníaca admitida e incorrigível, não posso fazer nada, a mulher é - não digo “era” porque ela ainda “é”, mesmo que esteja morta há quase dois séculos - brilhante e admirável), portanto, passarei agora para o livro.
A primeira vez que ela escreveu o manuscrito desse livro, ele se chamava “First Impressions” (”Primeiras Impressões”), mas ela não conseguiu vender o livro. Depois de alguns anos ela reescreveu o livro e renomeou-o “Pride and Prejudice” e dessa vez ele foi vendido com sucesso. Foi seu segundo livro publicado e, mesmo naquela época, o mais famoso.
Orgulho e Preconceito conta a história de Elizabeth Bennet, a segunda filha de uma família com cinco filhas. A família vive em conforto, mas as filhas têm uma herança muito pequena, e não conseguiriam se sustentar sozinhas e manter esse mesmo conforto após a morte do pai. Por isso, a mãe delas nunca perde a oportunidade de encontrar um bom marido para as filhas. E quando ela escuta que um certo Sr. Bingley, com 4 mil libras por ano (naquela época, isso era muito dinheiro), vai se mudar para o Parque de Netherfield (Netherfield Park), ela insiste que seu marido vá visitá-lo.
E a história começa aí. A família Bennet conhece o Sr. Bingley, suas irmãs, Sra. Hurst (obviamente ela já se casou, né?) e Srta. Bingley, que não quer nada na vida a não ser se casar com o Sr. Darcy, um grande amigo de Bingley e com uma grande fortuna nas mãos (10 mil libras por ano).
Apesar de toda a sua fortuna, o Sr. Darcy não é bem visto pelas pessoas da vila de Longbourn (onde os Bennet moram) e algumas horas depois da sua primeira aparição entre eles, ele já é odiado por todos.
Entre os que mais o detestavam estava Elizabeth Bennet, nossa grande heroína, que logo no começo da história é desprezada por ele como um par de dança. O feitiço virou contra o feiticeiro quando Darcy percebe que está começando a sentir um grande interesse por Elizabeth.
O Sr. Bingley se mostra muito interessado em Jane, a filha primogênita dos Bennet, e a Sra. Bennet faz de tudo para que os dois fiquem juntos.
Acho que agora seria bom eu avisar que temos spoilers vindo pela frente.
A Sra. Bennet talvez seja a personagem mais engraçada do livro. Sua conversa inicial com o seu marido mostra claramente como é a personalidade dela. Como a própria autora diz no livro, ela acha que está tendo ataque de nervos quando fica com raiva (ou seja, quando estão contrariando-a), tudo o que quer na vida é casar bem as filhas e, para isso, ela sai com elas sempre que pode. Lydia, a filha mais nova, é sua filha preferida e com a personalidade mais próxima da dela. E a sua filha menos querida seria Elizabeth, provavelmente por ela ter uma personalidade tão parecida com a do pai. A Sra. Bennet provavelmente não entendia o que Elizabeth queria tanto com livros e gostava menos ainda quando sua filha dava suas tiradas delicadas nas outras pessoas (especialmente nos pretendentes de alguma das filhas da família).
O engraçado é que ela sempre repreendia a Elizabeth por dizer coisas que não devia, mas normalmente, logo depois dessas reprimendas, ela dizia algo que era muito mais vergonhoso e imbecil do que o que sua filha disse. Um exemplo disso seria a cena em que ela vai até Netherfield para visitar Jane, que está doente e de cama na casa. A Sra. Bennet foi visitá-los (depois de uns três dias que a filha estava doente) e, quando Elizabeth fez um comentário sobre o Sr. Bingley, sua mãe delicadamente mandou que calasse a boca. Bingley, para mostrar que não se incomodou com o comentário de Elizabeth, pediu que ela continuasse seu pensamento, isso gerou uma ligeira discussão sobre a escassez ou não de famílias no campo entre Elizabeth e Darcy. A Sra. Bennet não gostou do comentário de Darcy sobre o campo e deu uma resposta bem mal educada e besta, Elizabeth, tentando fazer a mãe dela parar de se envergonhar, tentou mudar de assunto, mas a Sra. Bennet estava particularmente inclinada a falar coisas que não devia. Situações desse tipo acontecem várias vezes durante o livro e é um dos motivos pelo qual Darcy se convence que seu amigo não devia se casar com Jane Bennet.
O Sr. Bennet descobriu cedo que fez a escolha errada em sua esposa. Mesmo assim, resolveu não se entregar à tristeza e tentou se manter feliz lendo seus livros e rindo de sua esposa e, mais pra frente, das suas filhas. Jane e Elizabeth, especialmente Elizabeth, eram as únicas filhas que ele tinha algum respeito. Mary, Lydia e Kitty todas eram bem bobinhas e ele não conseguia se restringir de dizer isso às vezes. Elizabeth se sente muito orgulhosa pela preferência óbvia que seu pai demonstra por ela, mas ela não consegue ficar cega para os defeitos dele. Ela acredita que o pai é muito indulgente e, ao invés de tentar corrigir os erros das filhas, apenas ri delas e não faz nada. O Sr. Bennet, no final do livro, vê isso também, mas parece ter-se conformado com isso e logo volta a sua indulgência normal. Apesar de ser mais respeitoso e mais inteligente que sua mulher, várias de suas atitudes não são exatamente “cavalheirescas” e, apesar de em menor grau, também não é visto com bons olhos por Darcy como um futuro sogro (nem para ele, nem para Bingley).
Mary, Kitty e Lydia são as três filhas mais novas da família Bennet. Mary sendo a mais feia das cinco filhas, tentou compensar isso sendo muito prendada. Mas apesar de todo o seu estudo, ela não conseguia colocar duas idéias juntas. Seu pai se divertia com as tentativas dela de dizer algo inteligente. Lydia era a mais nova de todas e também a mais burrinha. Ela gostava de passar seu tempo correndo atrás de homens (sem se importar muito com o dinheiro deles, ela só queria se divertir, coitada…) e flertar com eles. Mesmo depois que ela se vê casada com Wickham em circunstâncias não muito bem vistas ou agradáveis, ela não consegue ver os erros dos seus atos, sempre protegida e instigada pela mãe (não que a Sra. Bennet acreditasse que Lydia estivesse fazendo qualquer coisa errada também) e ignorada pelo pai. Kitty, que apesar de ser mais velha do que Lydia, seguia Lydia em tudo o que ela fazia, teve sua única salvação de um futuro parecido com o da irmã pela falta de um convite para ir a Brighton (uma cidade famosa na época pelo ar e o mar, que faziam bem a saúde, teoricamente) junto com o regimento.
Jane é a filha mais velha e também é considerada a mais bonita. Jane sempre tenta ver apenas o lado bom das pessoas e é a única pessoa na vila toda que acha que Darcy não é um homem arrogante e orgulhoso. Ela se apaixona pelo Sr. Bingley, mas, apesar de aceitar a companhia dele, não demonstra toda a profundidade do seu sentimento. Como Darcy descreveu corretamente: Jane é gentil e encantadora, mas o seu coração não é tão facilmente alcansado. Quando Bingley vai embora, Jane fica extremamente triste, mas ela tenta se animar pelo seu próprio bem e o de sua família.
Charlotte Lucas é a melhor amiga de Elizabeth. Ela é filha mais velha de um Cavaleiro (Knight) que não tem muito dinheiro, mas tem muitos filhos. Charlotte nunca foi bonita e sempre viu o casamento como um tipo de negócio. Sua intenção sempre foi se casar, já que ela tinha plena consciência que sua família não tinha dinheiro suficiente para sustentá-la para sempre. Ela aceitou a mão do Sr. Collins, o primo dos Bennet, sem pestanejar. Apesar de não gostar nem um pouco da companhia dele, ela sabia que a situação dele era muito boa e que ela ficaria segura se casando com ele. Elizabeth não fica feliz com esse casamento, mas no final admite que Charlotte estava se saindo muito bem. Charlotte sabia onde tinha se metido e sabia como balancear as coisas para que funcionassem a seu favor.
O Sr. Collins é um padre que por muita sorte caiu nas graças de Lady Catherine de Bourgh e virou o padre da paróquia dela. Com um bom dinheiro e uma boa casa, ele resolve se casar. E sendo o herdeiro da casa de Longbourn (a casa dos Bennet tem o mesmo nome que a vila em que eles moram), ele resolve escolher sua esposa ali. Sua visita primeiramente não é muito bem vista pela Sra. Bennet, que acha um absurdo ele ser o herdeiro de Longbourn. Mas o Sr. Bennet se diverte com a mistura de humildade e o senso de importância do rapaz (o Sr. Collins tem só 25 anos!). A personalidade do Sr. Collins é algo interessante. Essa mistura de humildade e senso de importância dele é explicado pela autora no livro, mas isso traz muitas das cenas mais engraçadas (e vergonhosas) do livro. Na própria carta que ele escreve ao Sr. Bennet avisando-o de sua visita, ele pede mil perdões por ser o próximo herdeiro de Longbourn (algo que não é culpa dele e ele não abriria mão da herança se pudesse) e promete tentar redimir esse seu “pecado”. Mas ao mesmo tempo, ele se vê no direito de reatar a relação com os Bennet, que seu pai tinha cortado anos antes, já que no momento ele era um membro da Igreja.
Ele tenta redimir seus “pecados” casando-se com uma das filhas do Sr. Bennet. Mas tudo vai por água abaixo quando ele escolhe Elizabeth para ser a felizarda. Sem desistir, porém, três dias após ele pedir a mão dela em casamento, ele pediu a mão de sua amiga, Charlotte, e ali foi muito feliz em sua escolha.
Elizabeth acaba fazendo uma visita a Charlotte e o Sr. Collins na casa deles alguns meses após o casamento. Durante essa visita ela conhece Lady Catherine de Bourgh (uma mulher bem chata e controladora, diga-se de passagem) e sua filha, Miss de Bourgh (totalmente zero à esquerda). Ali Elizabeth reencontra Darcy (ele é sobrinho de Lady Catherine) e conhece um outro primo dele, Coronel Fitzwilliam, que fez a viagem até Rosings Park (a casa de Lady Catherine) junto com Darcy.
Bem, chega de entregar o livro. Desse jeito, ninguém vai precisar ler ele mais!
Acabaram-se os spoilers
Aqui vai o que achei do livro:
A primeira vez que o li, estava na oitava série ou no primeiro ano, não me lembro. De qualquer maneira, adorei o livro.
Como tinha lido ele pela primeira vez em português, resolvi ler ele novamente em inglês. E foi o que fiz. E da segunda vez que li, gostei ainda mais do livro. Consegui entender e perceber várias coisas que a autora insinuava no meio do livro, mas que ficam perdidas na primeira leitura. E devo dizer, desde que li o livro a primeira vez há 6 ou 7 anos, li o livro novamente pelo menos mais duas vezes por ano. E todas as vezes que li o livro, consegui encontrar coisas novas, e as coisas antigas continuaram me agradando como sempre, ou até mais.
Jane Austen é uma autora explendida. Talvez suas histórias não sejam muito originais ou os ideais que ela tenta proteger não sejam os melhores, mas ela transmite tudo com tanta graça, inteligência e gosto que não tem como você não admirá-la, assim como seu trabalho. “Orgulho e Preconceito”, com todos os seus clichês e ideais, é uma ótima leitura. Uma diversão na certa! Pelo menos para os românticos incorrigíveis…
Para aqueles que quiserem comprar o livro:
Agora lançaram várias edições novas desse livro, por causa do lançamento do filme da Keira Knightley. Não que eu esteja reclamando, só espero que as traduções estejam melhores, também. A editora Martin Claret lançou um pocket book em português com uma tradução aparentemente boa. Vale a pena comprar esse pocket book, ele sai bem baratinho!
Se quiserem edições em inglês, elas existem aos milhões e com uma diferença de preço alta também. Temos desde a edição Classics da Penguin (que custa por volta dos 10 reais) até as edições especiais (por volta dos 50 reais). Duas ótimas livrarias online com preços bons para livros importados:
www.livrariacultura.com.br
www.saraiva.com.br
As adaptações para filmes existem desde que filme é filme. As mais famosas, no entanto, são:
Um filme dos anos 60 ou 70, produzido pela BBC (dizem que o roteiro é bom, mas que os atores não têm muito a ver)
Uma mini-série dos anos 90 com o Colin Firth (inclusive, acho que foi aí que estourou a carreira dele), também produzida pela BBC. A mini-série já passou no Telecine, com cortes. O original tem 6 episódios, enquanto que no Telecine eles diminuiram para 5. Mas não achei que os cortes foram mal feitos. Existem lojas online que vendem a mini-série completa. Eu comprei a minha na www.cdpoint.com.br . Acho mais seguro do que mandar trazer de fora pela amazon, por exemplo.
E o filme do ano passado, com a Keira Knightley, a Judy Dench (que faz uma Lady Catherine perfeita e impecável!) e o Donald Sutherland. O roteiro ficou legal, até mesmo porque, a Emma Thompson meteu o bedelho nele (e ela é uma fã árdua de Jane Austen), mas não gostei de muitas atuações, assim como não gostei muito da direção. Mas mesmo assim, tenho minha cópia aqui em casa! (Eu sei, não tenho jeito…)
Bem, até a próxima!
Cruzem os dedos para que ela esteja próxima mesmo!
Akiko